19 de Dezembro de 2018

Urologia - Procedimentos Cirurgicos

Aplicações da cirurgia laparoscópica e robótica em Urologia

Marcos Tobias-Machado
Urologista do Instituto de laparoscopia e robótica. .

INTRODUÇÃO
Apesar de um progressivo desenvolvimento de técnicas e materiais observados durante todo o século XX, foi somente nos seus últimos quinze anos que a videolaparoscopia em Urologia firmou-se como opção tecnicamente aceitável. Os urologistas, animados com os bons resultados obtidos por cirurgiões-gerais e ginecologistas com o método laparoscópico, iniciaram o desenvolvimento de cirurgias realizadas anteriormente por via aberta.
Inicialmente, ainda sem os recursos técnicos de hoje, alguns grupos pioneiros iniciaram os primeiros procedimentos, limitando-se no princípio a procedimentos puramente diagnósticos. No Brasil, a primeira descrição do emprego da laparoscopia em Urologia coube a Wroclawski e cols em 1985 (2), demonstrando o papel da laparoscopia no diagnóstico e planejamento terapêutico do testículo não palpável. O desenvolvimento tecnológico permitiu que se iniciassem as primeiras cirurgias urológicas como biópsias, varicocelectomias e linfadenectomias (3,4,5).
Verdadeiro marco dentro da laparoscopia urológica foi à descrição por Clayman e cols. da primeira nefrectomia laparoscópica (6), desencadeando uma corrida de vários grupos em diversos centros para o desenvolvimento da técnica. Neste sentido, Juliano e Barbosa na Faculdade de Medicina do ABC desenvolveram o tratamento da incontinência urinária de esforço pela técnica de Burch laparoscópica (7).
O desenvolvimento das cirurgias videoendoscópicas na Urologia encontrou uma barreira anatômica logo de início, pois os órgãos são em sua maioria extraperitoneais, onde não existe uma cavidade natural que pudesse ser expandida pela simples insuflação de gás. Desta forma, as primeiras cirurgias foram desenvolvidas por via transperitonial, o que levou a algumas críticas e resistências, pois pela via aberta estas mesmas cirurgias mantinham-se restritas ao espaço extraperitoneal, evitando-se a disseminação peritoneal de infecção e a manipulação visceral que poderiam ocorrer quando o peritônio fosse violado (5).
Neste sentido, de especial importância foi o desenvolvimento por Gaur na Índia do seu balão dilatador (8). Este permitiu o acesso ao retroperitônio, onde se encontram total ou parcialmente quase todos os órgãos do sistema urinário, de forma que boas partes das cirurgias urológicas pudessem ser realizadas sem a violação do peritônio.
No nosso meio Tobias-Machado e cols têm desenvolvido de maneira pioneira esta via de acesso tanto para cirurgias lombares quanto pélvicas (9).
Hoje, praticamente qualquer cirurgia urológica pode ser realizada via laparoscópica, algumas já totalmente incorporadas a pratica clínica com nítida vantagem sobre a técnica aberta. Outras se encontram em diferentes estágios de desenvolvimento e, na dependência da experiência do grupo, apresentam resultados plenamente aceitáveis.
Um terceiro grupo, tem importância meramente experimental no momento.

Referencias Bibliográficas

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